sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pequenas notas ambientais - 1


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academicminute.org


A partir de certa discussão no blog Bolha Imobiliária::

1


Em termos de biomassa, não estamos agora no melhor dos mundos.


As mais confiantes avaliações são que estamos com 40% do maior volume de vida que já existiu no planeta (Carbonífero).


O problema é quando essa massa em carbono volta para a superfície não na forma de vida, mas de resultado de combustão (na atmosfera).


Os derrames vulcânicos da Sibéria e a correspondente maior das extinções, do Permiano-Triássico, está aí para nos ensinar.


Calor nos pouparia um tanto de gastos de energia que poderiam ser deslocados da calefação para a produção de alimentos com irrigação, fertilização e etc. Mas jamais sem seu preço em certas perturbações de diversas áreas.


Não temos como virar Vênus, mas podemos virar um máximo climático de um dos períodos anteriores de mega-extinções.


Temo mais uma mega-erupção, pois já faz 75 mil anos, aproximadamente, desde o gargalo populacional da Catástrofe de Toba.


Acho que o maior problema atual é que a era de considerar a natureza infinita em recursos e em capacidade de absorver resíduos já acabou.


Certas limitações graves, como pesca, chegarão primeiro, e adiante, uma era de reciclagem e "desmaterialização" vai se tornar um padrão, e desgraça maior para as nações pobres, com seu descontrole populacional e típica poluição, degradação ambiental e baixa produtividade em todo campo que se examine.


2

De uma questão levantada por “Mão”:
“O que seria melhor para a Terra, uma eventual cremação ou um enterro tradicional, com decomposição?
A pergunta é meio tétrica, mas sempre tive curiosidade em saber o que seria melhor para fins ambientais.”

Do ponto de vista de curto prazo, considerado a massa de carbono de um corpo humano, o pior é a cremação, mas em qualquer prazo mais curto, esse “pico” de produção de carbono atmosférico se anula, pois nossa porte e decomposição/cremação faz parte de um processo muito mais amplo, populacional, que apresenta um fluxo contínuo no tempo, que para todos os efeitos, pode ser dito como de “gerações”.

Como “volume de controle”, nosso balanço de massa entre decomposição ou cremação apresenta praticamente o mesmo resultado, pois passamos a ter tal carbono emitido no tempo mais amplo da mesma maneira, e a absorção pelos fotossintetizantes só se efetiva no mais longo prazo pela sedimentação (novamente, para os “esconderijos de carbono”).

Porém, somos hoje uma “força geológica” pela nossa população, a tal ponto que nossos cemitérios são problemas ambientais urbanos e até além de urbanos pela sua escala. Mas aqui a questão é de outra natureza, e não propriamente ligada ao que seja o “efeito estufa”.

Desse ponto de vista, a cremação é ambientalmente mais correta, e no final, cruzados os problemas, o maior problema consequente é a absorção por biomassa expressa nas florestas, pântanos e fotossintetizantes das massas de água, e a preservação de sua escala e capacidade de produzir novos “esconderijos”, pois como força geológica, novamente, atacamos tal capacidade, e tal independe inclusive de nosso consumo per capita mais básico, como o é, mais destacadamente, a produção de alimentos, mas a própria escala mais ampla de nossa economia, como nossas obras e máquinas, e ao final, nosso consumo crescente muito acima do populacional e mesmo econômico mais geral de energia.


Humildemente, relembrando uma das que considero dentre minhas melhores colocações:

Dos três entes econômicos fundamentais, natureza, trabalho e capital, a natureza é o substrato definitivo, o limitante absoluto, e o único que apresenta irreversibilidades de processos, vide as extinções, portanto, é, sem sombra de qualquer dúvida, o mais importante.

“Você é livre para fazer as escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” - Pablo Neruda

terça-feira, 3 de maio de 2016

Retratos da poluição


Imagens de satélite da Nasa mostram quais são os países mais poluídos do mundo
- www.bbc.com - 18 janeiro 2016

Observações
Percebe-se que o cenário está melhorando localmente*, mas não globalmente**.

* O desenvolvimento e a mudança da matriz de produção, a evolução do econômico, conduz à redução da poluição local, mas a redução da poluição local*** não é correlata com a desregulamentação dos locais para onde a produção (poluidora) é exportada.

** Com essa desregulamentação (que é um retorno de comportamento no tempo do histórico da industrialização) no exterior aos países economicamente desenvolvidos, a média global, associada em expansão ao aumento da população - ainda em paralelo com o aumento da renda e relacionado consumo global (não dotado da “desmaterialização” e o peso de processos de reciclagem)- piora a média da produção de poluição no planeta.

Acréscimo:

*** Destaque-se os EUA, com convergência à “3a” e “4a ondas”, à nova revolução industrial.
1.Mundo 2014
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2.Mundo 2005
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3.Mudanças na Europa entre 2005 e 2014; quanto mais forte é o azul, maior foi a queda nas emissões
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4.Emissões caíram entre 2005 e 2014 na Síria em guerra (área com manchas em azul) e avançaram no Iraque, que produz muito petróleo (onde há mais marcas vermelhas, à direita)


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5.EUA, 2005.

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6.EUA 2014

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Vazamento em Guarujá



O produto químico que vazou em Guarujá (o principal) é da “família” dos ácidos cloroisocianúricos (segundo tudo consta).

Não é de forma alguma um problema pequeno, desde o primeiro momento do ocorrido.


O Brasil foi parar novamente em questões de segurança e ambiente nas páginas internacionais.


Anotando para futuras colaborações e para quem desejar dar uma lida:














Especificamente, tem sido citado como sendo o “ácido dicloro isocianúrico de sódio”, nome comercial do composto “dicloroisocianurato de sódio” (C3O3N3NaCl2).




Observando-se que é substância tóxico ao ponto de ser usada para tratar água de piscinas.


Repetindo, como sempre: O Brasil é uma colossal catástrofe ambiental em andamento.


E com direito a grandes acidentes industriais e ambientais para marcar o ritmo.


Embora lamentável, acontecimento isolado e não propriamente significativo, especialmente frente às centenas de intoxicações:


Idosa morre após inalar fumaça tóxica gerada por incêndio em Guarujá, SP

Laudo aponta a causa da morte como acidente relacionado a fumaça tóxica.
Leia Magalhães de Maria, de 68 anos, morava em Vicente de Carvalho. g1.globo.com




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Carpideiras para Cantareira


Carpideira - Mulher contratada pela família do falecido, para chorar durante o velório. - www.dicionarioinformal.com.br


Dada a velocidade e volume de informações que tem surgido do grande - e emergencial -  problema atual de nossa maior metrópole, e o pouco tempo que tenho disponível para fazer um texto longo e bem detalhado sobre o assunto, um levantamento em gráficos, infográficos, artigos e rápidos dados de toda a situação do abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo e outras regiões do estado.

Para acompanhamento do volume do sistema cantareira: www2.sabesp.com.br


Para uma versão atualizada deste texto: docs.google.com


O cenário físico
A geografia
1


Aline Cardoso; Chuvas Aliviam Problemas, Mas Não Resolvem - jgazetaregional.com.br






2




Carol Strelau; SP: Sistema Cantareira, que abastece 14 milhões de moradores, pode entrar em colapso até 2024 - ecoeacao2012.blogspot.com.br


De onde citamos:

“ “Vamos começar com racionamento de água e terminar no colapso. Se três reservatórios previstos não forem construídos, o colapso é certo. Eles são prioritários, questão de vida ou morte”, afirma o secretário executivo do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, entidade que representa 75 cidades abrangidas pela bacia e grandes empresas usuárias da água, Francisco Lahoz.


Com um novo cenário de desenvolvimento, com o interior crescendo em ritmo mais acelerado, o Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) aprovou nesta quinta-feira, 7, um pedido de aumento da vazão de água para o interior para 8 mil litros por segundo. O Consórcio do PCJ – entidade que faz parte do Comitê – prevê um cenário pior. Calculou que, em 10 anos, a região de Campinas precisará de até 18 mil litros por segundo – 13 mil litros por segundo mais do que usa atualmente.


“Não é uma questão de nós nos digladiarmos, mas sem novas represas, vamos precisar de mais água no interior e liberar cada vez mais as comportas do Cantareira. Dessa forma, vai chegar uma hora que vamos ter que reduzir a vazão para São Paulo”, afirma Lahoz.


A questão é que a Grande São Paulo é dependente da água produzida pelo Cantareira. “Com a demanda que existe na Região Metropolitana de São Paulo, é fundamental que seja mantida essa vazão de 33 mil litros de água por segundo para que não exista o colapso”, afirmou o diretor metropolitano da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Paulo Massatto. ”

A topografia




FABIO LEITE; Sabesp prevê uso do volume morto até 27 de novembro; reserva será ‘fatiada’ - sao-paulo.estadao.com.br





As represas e suas cotas

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Sistema Cantareira - www.sanasa.com.br


As bacias envolvidas


1,




Reflexos do Sistema Cantareira? - www.florespi.org.br


2.




Fernanda Cruz; Sistema Cantareira precisa receber volume de chuva três vezes maior - www.ebc.com.br


Destacamos:

“A cabeceira do Sistema da Cantareira precisa receber pelo menos três vezes mais chuvas do que o normal para que o nível dos seus reservatórios possa atingir níveis mínimos aceitáveis, segundo estudo realizado pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).[...]


O estudo leva em conta a necessidade de consumo durante os meses de estiagem, que têm início em maio e terminam em setembro. Para atender a demanda desse período, precisaria chover 1 mil milímetros, volume que aumentaria para 50% a capacidade útil do armazenamento dos reservatórios. Normalmente, no início do ano, as chuvas atingem, no máximo, 300 milímetros.”

Os bairros atendidos




Bairros de Guarulhos já enfrentam racionamento de água - g1.globo.com




O comportamento de certas curvas




Angela - Meio Ambiente; Cantareira: Chuva de março supera a média - amdro2003.blogspot.com.br


A curva da precipitação anual



Samantha Martins; A chuva dos próximos meses vai ‘encher’ a Cantareira? - jornaldeservicos.com.br


Previsões dinâmicas de chuva em:


Reservatórios de SP: quanto tempo para secar? - www.climatempo.com.br


Para uma revisão bibliográfica das modelagens sobre precipitação na região, recomendamos nosso artigo:

Poucas gotas sobre futuras areias do tempo - medioesustentabilidade.blogspot.com.br

Outros dados de pluviosidade anual em:
Daniel Resende, Felipe Sotto-Maior e Ramon Almeida; Nível dos reservatórios: a situação é pior do que você imagina - www.comparacaodefundos.com


Os últimos meses




Bairros de Guarulhos já enfrentam racionamento de água - g1.globo.com
Uma associação do volume em Cantareira com a precipitação




CAIO DO VALLE; Nível do Cantareira cai e volume útil de água pode acabar até julho - sao-paulo.estadao.com.br



Afinando os dados




Nível de água do Cantareira cai para 11% - sao-paulo.estadao.com.br

Deste dois gráficos anteriores tiramos.



Data
Nível


Data
Chuva (mm)

01/01/2012
75,70%


01/01/2012
336,5

13/05/2014
8,60%


01/04/2014
85,7
Dias
863


Dias
821

Diferença

67,10%

Média

211,1
Taxa diária

0,08%





Planilha associada: docs.google.com
Observe-se que a média de precipitação é somente um valor ilustrativo do valor médio entre a precipitação máxima e a mínima no período.


Claro que o problema não se resume ao sistema Cantareira e à região por ele abastecido.


Somamos:

Estadão Conteúdo; Sistema Cantareira perde água por 15 meses consecutivos - noticias.uol.com.br


“Na pior seca dos últimos 84 anos, o Sistema Cantareira registrou pela primeira vez na história 15 meses consecutivos de deficit. Levantamento feito pelo "Estado" com base em dados oficiais revela que, desde maio de 2013, o maior manancial paulista perde mais água do que recebe.


O prejuízo chegou a 647,4 bilhões de litros ao fim do mês passado, o equivalente a 66% da capacidade útil ou mais de quatro meses de consumo de toda a Grande São Paulo.


No período, o volume de água retirado das represas para abastecer cerca de 14 milhões de pessoas na Grande São Paulo e na região de Campinas foi mais do que o dobro do que entrou no sistema. Setembro de 2013, quando se fecha normalmente o período de estiagem iniciado em abril, foi o mês com o maior saldo negativo: 69,2 bilhões de litros a menos. À época, o Cantareira estava com mais de 40% da capacidade.


[...]

Em junho, o volume útil do Cantareira zerou pela primeira vez na história e a Sabesp começou a inédita retirada de 104 bilhões de litros do volume morto das represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista. Até ontem, 66,7% já haviam sido sugados. Ainda neste mês, a empresa deve iniciar a captação de 78 bilhões de litros da reserva profunda da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista.


Com a estiagem ainda mais aguda, o deficit voltou a subir em julho, quando o volume de água retirado do sistema foi 446% maior do que o que entrou, resultando em uma perda de 50 bilhões de litros. As projeções apontam que a primeira cota do volume morto do Cantareira deve acabar em outubro. A Sabesp já pediu autorização aos órgãos gestores do manancial para retirar 116 bilhões de litros adicionais da reserva.”


(Conteúdo também em: Há 15 meses, Cantareira perde mais água do que recebe - veja.abril.com.br )

Acrescentamos um período mais extenso de medição:

Diego Iraheta; Mesmo com medidas preventivas, Sistema Canteira tem mais um recorde negativo: de 15,8% - www.brasilpost.com.br


Que nos fornece uma queda média de 0,069% por dia.

O também problemático sistema Alto Tietê


1.


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2.


sist alto tiete 2.JPG


Inverno pode secar água do ‘volume morto’ do Cantareira, diz consórcio - www.folhadecampinas.com.br


O risco para a região de Campinas

1

Os rios

2


A região e seu abastecimento


3.


Já em fevereiro, um “problema distribuído”.




LUCAS SAMPAIO; Risco de racionamento de água no interior de São Paulo é alto - www1.folha.uol.com.br

Acrescentamos:


Maria Teresa Costa; Sistema Cantareira tem maior seca desde 1930 - Volume baixo de chuva em janeiro deixa represas, como a Jaguari, com só 16,7% da capacidade - correio.rac.com.br


Cantareira recebe 57% da chuva esperada em sete meses - g1.globo.com


Onde destacamos:

“Foram 533 mm acumulados contra 925 mm da média histórica.

[...]
Ao longo dos sete primeiros meses de 2014, a precipitação acumulada foi de 57,65% do esperado, o que agravou a crise no abastecimento da Grande São Paulo.
[...]


O único mês em que choveu mais do que a média histórica foi março: 193,3 milímetros contra a média de 184,1. Se tomada como base a média histórica, a expectativa era que a região das represas tivesse acumulado 925 milímetros de chuva até o fim de julho. Porém, os reservatórios receberam  pouco mais da metade: 533,3 milímetros de chuva.


A maior diferença foi no mês de junho, quando choveu apenas 28,21% do esperado - 15,8 milímetros contra média de 56 milímetros. Nesta sexta-feira, os reservatórios do Cantareira operavam com 15,3% da capacidade total.


[...]


Alto Tietê


No Sistema Alto Tietê, que opera com 20,7% nesta sexta, as chuvas também vieram com menos intensidade do que o esperado em 2014. Em todos os meses choveu menos que a média histórica. Foram 595,9 milímetros de janeiro a junho contra a média de 893,3. Choveu 66,7% do esperado.


[...]


No inverno, segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, os níveis de chuva estão próximos do esperado para a estação. “Todo o problema de abastecimento de água na Grande São Paulo é decorrente da falta de chuva que aconteceu especialmente no verão 2013/2014”, diz.


Segundo ela, não há expectativa de haver chuvas regulares em julho e em agosto. “O quadro de seca vai continuar. A expectativa é que a chuva comece a cair com alguma regularidade mais no final de setembro e principalmente em outubro”, diz. Ainda assim, a possibilidade de as chuvas atrasarem não está descartada.”


Estadão Conteúdo; Região de Campinas poupa 2 bilhões de litros de água - noticias.uol.com.br


“Com a atitude, os municípios de Valinhos, Vinhedo, Rio das Pedras, Nova Odessa, Saltinho, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse e Cordeirópolis, juntos, economizaram cerca de 2 bilhões de litros de água. Para se ter uma ideia, Campinas, que possui 1.144.862 habitantes, consome diariamente por volta de 300 milhões de litros de água por dia, sendo que a quantidade economizada seria suficiente para abastecer a cidade por seis dias e 12 horas.


[...]


Dos oito municípios que adotaram o racionamento, Valinhos foi o que mais conseguiu poupar. A redução do consumo, proposta pelo governo da cidade desde fevereiro, gerou economia de 1,4 bilhão de litros de água. O nível da barragem do Figueira, que abastece a cidade, subiu de 20% para 50% com a iniciativa, segundo o Departamento de Água e Esgoto (Daev), que garantiu que até o final do ano está garantido o abastecimento de água para a população.


Mesmo com a economia significativa, as oito cidades continuarão com a medida de racionamento por conta da estiagem da região e pela falta de perspectiva de chuva forte que possa restabelecer o volume das barragens.”


Estadão Conteúdo; Após seis meses de racionamento, Itu vive colapso de abastecimento - noticias.uol.com.br


“Seis meses após adotar o racionamento, no início de fevereiro, a cidade de Itu, na região de Sorocaba, está à beira do colapso total no abastecimento. Desde o dia 7 de julho, o centro e 133 bairros da região central estão recebendo água apenas dez horas a cada dois dias. Nas regiões mais distantes do centro, moradores afirmam que recebem água apenas uma vez por semana, em quantidade insuficiente para encher as caixas domiciliares.


A população compra água e recorre até a nascentes para se abastecer.


De acordo com a concessionária Águas de Itu, o racionamento drástico é necessário em razão da alta no consumo e da falta de previsão de chuvas. A Represa do Itaim, um dos principais reservatórios que atendem a cidade de 160 mil habitantes, está com apenas 4% da capacidade.”




Os balanços


1. Balanço entre vazões



2. O comportamento da vazão no tempo




Fernando Brito; Seca se agrava e Cantareira tem seu pior dia desde a “gambiarra” - jornalggn.com.br


3




Márcio Alves; São Paulo vai reduzir captação de água no Sistema Cantareira - www.metrojornal.com.br


“Nesta quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou um corte de 10% na vazão do reservatório a partir de segunda-feira. A captação passará dos atuais 30 metros cúbicos por segundo para 27,9.


Para tentar minimizar o impacto do corte no abastecimento, o Estado irá pedir “emprestado” parte do acumulado nos reservatórios Alto Tietê e Guarapiranga. Na quinta, eles operavam com 38,3% e 69% da capacidade, respectivamente.


Na avaliação do governador, o empréstimo de água e a campanha de redução do consumo devem evitar a adoção de um rodízio no fornecimento. “Agora, vamos trabalhar com a captação de 27,9 metros cúbicos no Cantareira. Não há necessidade de racionamento à medida que temos um sistema de compensação.

[...]

Campinas


Além das cidades da Grande São Paulo, o corte no fornecimento pelo reservatório Cantareira também atingirá Campinas, terceira maior cidade do Estado.


De acordo com o DAEE, a redução para o município será de 25%, bem maior do que para os demais atendidos pelo reservatório.


O órgão avalia que não há necessidade de adoção de um rodízio no abastecimento. Nesta quinta-feira, o rio Atibaia, que abastece 95% de Campinas, estava com 15 metros cúbicos por segundo de vazão. O volume é abaixo da média histórica de 45 metros cúbicos por segundo.” “


Fabio Leite e Rodrigo Burgarelli - Sistema Cantareira tem perdas desde maio de 2013 - exame.abril.com.br


Manancial perde mais água do que recebe e prejuízo chegou a 647,4 bilhões de litros ao fim do mês passado, o equivalente a 66% da capacidade útil


Banco de águas


Tamanho déficit ocorreu porque antes de a crise do Cantareira ter sido decretada, no fim de janeiro, a retirada de água dos reservatórios chegou a superar em mais de 6% a vazão máxima estabelecida na outorga de 2004.


Para o engenheiro e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, José Roberto Kachel, os dados mostram que desde 2012 o Cantareira já dava sinais de que passava por estiagem.


"As afluências médias de 2012 e 2013 foram bem próximas das de 1953 e 1954, que eram a pior da história até então. Se tivessem se atentado a isso e reduzido a captação do Cantareira, não estaríamos utilizando o volume morto hoje", afirma.


Volume morto


Em junho, o volume útil do Cantareira zerou pela primeira vez na história e a Sabesp começou a inédita retirada de 104 bilhões de litros do volume morto das represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista.


Até ontem, 66,7% já haviam sido sugados. Ainda neste mês, a empresa deve iniciar a captação de 78 bilhões de litros da reserva profunda da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista.


Com a estiagem ainda mais aguda, o déficit voltou a subir em julho, quando o volume de água retirado do sistema foi 446% maior do que o que entrou, resultando em uma perda de 50 bilhões de litros.


As projeções apontam que a primeira cota do volume morto do Cantareira deve acabar em outubro. A Sabesp já pediu autorização aos órgãos gestores do manancial para retirar 116 bilhões de litros adicionais da reserva.


Os cenários para o problema no tempo próximo


1. Cenários comparados



2. Os últimos movimentos

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DANIELA LIMA, EDUARDO GERAQUE; Sistema Cantareira esvazia em ritmo mais rápido - www1.folha.uol.com.br


Observação: média de decaimento para períodos de 10 dias = 1,4 %/ 10 dd = 0,14% / dd



As previsões para o futuro
Renan Fonseca; Para especialista, Grande SP viverá dois anos de seca e vai perder o Cantareira - www.redebrasilatual.com.br


Recuperação do Sistema Cantareira pode levar três anos, diz Sabesp - noticias.r7.com


Os alertas
Desde 2004:

Thiago de Araújo; Crise da água: em uma Cantareira em queda, ANA e Sabesp não se entendem. Prepare a canequinha - www.brasilpost.com.br


Destacamos:


“A agência é a mesma que, na renovação da outorga de uso do Sistema Cantareira, em 2004, já alertava para a necessidade de diminuição do uso dessas águas no abastecimento da Grande São Paulo, enfatizando a necessidade da busca por novas fontes de fornecimento e melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Apesar da Sabesp dizer que SP está vivendo a “sua pior seca desde 1930”, quando começou a medição das chuvas, o consumo de água do sistema não diminuiu, mas sim aumentou.”


Volume morto do Cantareira não garante abastecimento - info.abril.com.br


Destacamos:

“O documento que estabelece os limites de captação de água das reservas foi publicado em 6 de agosto de 2004 e teria vigência de 10 anos. Nele, a reguladora já alertava que a Sabesp deveria "providenciar estudos e projetos que viabilizassem a redução da dependência da concessionária em relação ao sistema".”







A engenharia emergencial


As variáveis que se possui



Reservas do Sistema Cantareira estão nas últimas - jornalggn.com.br


Destacamos:

“Alguns especialistas concordam com o fato de que não foi apenas a falta de chuva deste verão - 50% abaixo do normal - e as altas temperaturas que levaram o Estado a atual crise de abastecimento. "Nosso sistema está completamente desfasado no tempo. Há 30 anos que temos os mesmos mananciais porque nenhum governo investiu para ampliar o sistema, enquanto a cidade crescia, chegando a mais de dez milhões de pessoas", lamenta Julio Cesar Cerqueira, engenheiro civil e membro do Conselho de Meio Ambiente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp).”


Uma medida apenas paliativa


1.


Jota A. Botelho; O pré-sal vs o pré-lama - jornalggn.com.br


Observação: O uso do “volume morto” não permite o uso total dele. Logo, se ele representa N metros cúbicos, uma fração deste valor não poderá ser usada, devido à dificuldades com lama, etc.
2.




Maria Teresa Costa; Retirada do volume morto inicia pela represa Jaguari-Jacareí - correio.rac.com.br




O panorama de taxas e político
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DANIELA LIMA, EDUARDO GERAQUE; Sistema Cantareira esvazia em ritmo mais rápido - www1.folha.uol.com.br


Uma solução mais que problemática
(perdão pelo trocadilho infame)


1.



RICARDO BRANDT E TÂNIA MONTEIRO; Cabral ameaça ir à Justiça para impedir transposição do Paraíba do Sul - brasil.estadao.com.br



2.




Dr. Alckmin, não fuja das suas responsabilidades… - plantaobrasil.com.br


A contagem regressiva

Considerando os dados de mais de 800 dias, uma média já bem estabelecida de precipitação, temos:
Volume atualizado do Sistema Cantareira
11,49%

Valor diário de decaimento
0,08%

Número de dias para colapso total
147
dd


Data atual
25/08/2014
Data limite
19/01/2015


Planilha associada: docs.google.com


Leitura recomendada


Laerte Scanavaca Júnior; Só valorizamos o que nos falta: água - envolverde.com.br
- www.diadecampo.com.br ou em nossos arquivos docs.google.com


MARCOS CORONATO E ALINE IMERCIO, COM FELIPE GERMANO; O Brasil pede água; Revista Época 24/03/2014 - decaracomenem.blogspot.com.br ou em nossos arquivos docs.google.com


A crise no sistema Cantareira - noticias.terra.com.br

Apêndice
1


Um quadro geral do problema:


Veja quais são os reservatórios de água da Grande SP - noticias.uol.com.br


A imagem em plena qualidade pode ser obtida em: [ Abastecimento de água de Sao Paulo ]


2
A associação com a temperatura de dias e meses e os reservatórios voltados para a geração de energia.
SAMANTHA LIMA; Reservatório de usinas cai a pior nível desde 2002 - www1.folha.uol.com.br


3.

Mensagem a ser guardada:



www.aguasdeitu.com.br - Atualizada em: 01/08/201420h15